Toda pessoa tem
o direito e o dever de informar e ser informado, o direito e o dever da
verdade.
Temos a
nossa disposição instrumentos poderosíssimos
de coleta e distribuição de informação, mas toda esta rede, sob a ótica
social acaba sendo muito complexa. Muitos são os excluídos digitais, longe da
informação.
Então nem
todos podem exercer o direito que possuem.
A informação
hoje é um dos maiores ativos intangíveis das empresas. A noticia é antiga, mas
válida para ilustração. O roubo de um laptop de um dos funcionários da
Petrobras, ainda na pesquisa do pré-sal. Este roubo foi amplamente divulgado (http://info.abril.com.br/aberto/infonews/022008/14022008-11.shl).
Quantas pessoas estariam interessadas nas
informações contidas naquela máquina? Dias depois o então Presidente Luis
Inácio (o Lula) fez a divulgação da perfuração do pré-sal.
A busca da
sociedade pela informação, fez mudar serviços e produtos, pois na rede o
produto precisa ser exposto. O produto ou serviço deve estar apto a atender as
necessidades dos clientes, reconhecendo o potencial tecnológico. Precisa
atender às expectativas e habilidades das pessoas em manusearem este recurso.
Novos
produtos são desenvolvidos atendendo às demandas sociais, econômicas,
políticas, educacionais e culturais de cada comunidade. Esta busca por mercado,
extrapola as barreiras impostas pela geografia e pela língua.
Cada vez é
mais comum as invasões de hackers e crimes virtuais. Longe de ser brincadeira
de criança, o hackeamento é coisa séria. Os crimes virtuais estão cada vez mais
sofisticados.
Enquanto as
empresas investem pesado para proteger suas informações, os gatunos digitais o fazem para quebrar os
códigos. Quebrar o código é apenas o primeiro desafio. Nem sempre o retorno
financeiro está em primeiro plano. O desafio é a adrenalina, o ganho financeiro
pode vir depois, mas não tão, tão
depois.
Holywood
ilustra nossos pesadelos digitais com maestria. A dominação da Inteligência
artificial, robôs humanizados. Os humanos criados e mantidos como baterias
vivas. Inimigos transformados em enamorados. O fim do mundo numa guerra
nuclear, causada por pane nos sistemas. Pessoas completamente apagadas da rede,
fisicamente vivas, oficialmente mortas. Para se desaparecer do mapa, não é mais
necessário viajar para longe, é só não ter conta no banco ou cartão de crédito.
Quantos
destes vemos pelas ruas?
Dan Brown,
em Fortaleza Digital (editora Sextante) descreve como funcionam os criptogramas
digitais. Para leigos, a leitura é ótima. Conseguimos aprender muito, mas
estamos longe conseguir compreender a complexidade destes sistemas.
Sobrevivemos
ao bug do milênio. Será que nossa hora ainda não chegou?!
Para nós,
pobres mortais que utilizamos a rede para pesquisa e alguma coisa pessoal,
resta-nos a dor de cabeça, com cartão
clonado, por exemplo. A legislação voltada para os crimes cibernéticos ainda
engatinha, falta recursos (humanos, financeiros, tecnológicos).
Políticas no
sentido de estabelecer um código de ética para a rede, aos poucos são
implementados. Em tempos de bullying digital, cabe a cada usuário utilizar seu
bom senso e o livre arbítrio para utilizar a rede de modo a não ferir o outro.
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