domingo, 15 de abril de 2012

Reflexão Digital


Toda pessoa tem o direito e o dever de informar e ser informado, o direito e o dever da verdade.
Temos a nossa disposição instrumentos poderosíssimos  de coleta e distribuição de informação, mas toda esta rede, sob a ótica social acaba sendo muito complexa. Muitos são os excluídos digitais, longe da informação.
Então nem todos podem exercer o direito que possuem.
A informação hoje é um dos maiores ativos intangíveis das empresas. A noticia é antiga, mas válida para ilustração. O roubo de um laptop de um dos funcionários da Petrobras, ainda na pesquisa do pré-sal. Este roubo foi amplamente divulgado (http://info.abril.com.br/aberto/infonews/022008/14022008-11.shl). Quantas pessoas estariam interessadas nas informações contidas naquela máquina? Dias depois o então Presidente Luis Inácio (o Lula) fez a divulgação da perfuração do pré-sal.
A busca da sociedade pela informação, fez mudar serviços e produtos, pois na rede o produto precisa ser exposto. O produto ou serviço deve estar apto a atender as necessidades dos clientes, reconhecendo o potencial tecnológico. Precisa atender às expectativas e habilidades das pessoas em manusearem este recurso.
Novos produtos são desenvolvidos atendendo às demandas sociais, econômicas, políticas, educacionais e culturais de cada comunidade. Esta busca por mercado, extrapola as barreiras impostas pela geografia e pela língua.
Cada vez é mais comum as invasões de hackers e crimes virtuais. Longe de ser brincadeira de criança, o hackeamento é coisa séria. Os crimes virtuais estão cada vez mais sofisticados.
Enquanto as empresas investem pesado para proteger suas informações, os  gatunos digitais o fazem para quebrar os códigos. Quebrar o código é apenas o primeiro desafio. Nem sempre o retorno financeiro está em primeiro plano. O desafio é a adrenalina, o ganho financeiro pode vir depois, mas não tão,  tão depois.
Holywood ilustra nossos pesadelos digitais com maestria. A dominação da Inteligência artificial, robôs humanizados. Os humanos criados e mantidos como baterias vivas. Inimigos transformados em enamorados. O fim do mundo numa guerra nuclear, causada por pane nos sistemas. Pessoas completamente apagadas da rede, fisicamente vivas, oficialmente mortas. Para se desaparecer do mapa, não é mais necessário viajar para longe, é só não ter conta no banco ou cartão de crédito.
Quantos destes vemos pelas ruas?
Dan Brown, em Fortaleza Digital (editora Sextante) descreve como funcionam os criptogramas digitais. Para leigos, a leitura é ótima. Conseguimos aprender muito, mas estamos longe conseguir compreender a complexidade destes sistemas.
Sobrevivemos ao bug do milênio. Será que nossa hora ainda não chegou?!
Para nós, pobres mortais que utilizamos a rede para pesquisa e alguma coisa pessoal, resta-nos a dor de cabeça, com  cartão clonado, por exemplo. A legislação voltada para os crimes cibernéticos ainda engatinha, falta recursos (humanos, financeiros, tecnológicos).
Políticas no sentido de estabelecer um código de ética para a rede, aos poucos são implementados. Em tempos de bullying digital, cabe a cada usuário utilizar seu bom senso e o livre arbítrio para utilizar a rede de modo a não ferir o outro.

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